Por Lucas Valença, estagiário do Núcleo de Mídias Digitais.
O crescimento das plataformas de streaming transformou completamente o mercado audiovisual. Desde a maneira como consumimos conteúdo até as estratégias utilizadas para produzi-lo, esse novo cenário traz à tona uma série de inovações e mudanças de comportamento que, sem dúvida, impactam profundamente a indústria de entretenimento e comunicação. Além disso, o streaming, liderado por empresas como Netflix, Amazon Prime Video e Spotify, não apenas cria tendências como também expande as oportunidades de negócios dentro do setor de comunicação.
A chegada dos streamings redefiniu o que consideramos entretenimento e trouxe novas possibilidades narrativas. Hoje, séries e filmes são produzidos com uma abordagem global, visando atrair públicos de diferentes culturas e países. Um exemplo disso é a série “Round 6,” da Netflix, que se tornou um fenômeno mundial ao explorar temáticas sociais universais com um toque de cultura sul-coreana. Essa internacionalização das produções é uma estratégia para conquistar o público global.
Conforme a Statista aponta, o mercado de streaming continua a crescer em uma escala global, atingindo bilhões em receita e transformando o cenário da indústria cultural.
Por conta desse formato mais acessível, o espectador passou a interagir com conteúdo audiovisual de qualquer parte do mundo, fortalecendo uma cultura global de entretenimento. Plataformas de streaming no geral entendem essa diversidade e investem em produções locais com alto potencial de repercussão internacional. Para os profissionais da comunicação, o desafio se torna criar conteúdo que consiga dialogar com essa audiência variada, atendendo as expectativas de consumidores de diferentes origens. O coordenador do curso de Rádio, TV e Internet da Cásper, Renato Tavares, comenta:
“Nos últimos anos identificamos a queda de aproximadamente 50% no número de assinantes de TV paga no Brasil. Isso se deve ao impacto crescente das plataformas de streaming, que mudaram significativamente a forma como o público consome conteúdo audiovisual.”
Além de influenciar diretamente o que assistimos, as plataformas de streaming também transformaram as dinâmicas de trabalho na comunicação. Novos papéis, como os de criadores de conteúdo e analistas de dados, tornaram-se, portanto, essenciais para atender a esse novo formato. Plataformas como a Netflix e Amazon Prime Video, por exemplo, utilizam big data para compreender as preferências do público e, com isso, adaptar suas produções a essas demandas específicas. Dessa maneira, o streaming cria oportunidades para profissionais capacitados a entender e manipular dados no processo criativo.
A análise de dados permite que os streamings desenvolvam produções específicas para nichos e interesses particulares, uma prática que mudou o mercado de comunicação. Hoje, o processo de criação é guiado não só por intuições, mas também por dados que indicam quais conteúdos engajam mais. As decisões se tornam mais assertivas, proporcionando uma experiência mais envolvente para o público e resultados mais favoráveis para os produtores de conteúdo.
“Os serviços de streaming oferecem novas possibilidades para jornalistas e produtores ao permitirem o desenvolvimento de conteúdos mais aprofundados e de longa duração no formato de documentários e séries documentais. Essa é uma das grandes transformações no mercado.”
comenta o professor Renato Tavares.
A indústria da música também foi amplamente impactada pelo streaming. Spotify e Apple Music, por exemplo, reconfiguraram o mercado, priorizando playlists personalizadas e sugestões baseadas em algoritmos. Essa nova forma de distribuição deu espaço a artistas independentes e permitiu que gêneros musicais antes de nicho alcançassem uma audiência global. Hoje, um artista emergente pode alcançar sucesso mundial sem a necessidade de uma gravadora tradicional.
O streaming musical estabeleceu um modelo em que o ouvinte participa de maneira ativa, buscando por si mesmo as músicas e artistas que mais combinam com seus gostos. Esse processo aumentou a importância dos algoritmos e deu início a uma economia de nicho, onde artistas conseguem divulgar seu trabalho e encontrar fãs de forma independente. Para o mercado de comunicação, esse cenário é uma oportunidade para explorar novas abordagens e pensar em estratégias que aliem autenticidade e engajamento.
Os streamings exigem um conteúdo de alta qualidade visual e técnicas diferenciadas para engajar o público. Com a demanda por mais conteúdo, o mercado busca constantemente profissionais capacitados em storytelling audiovisual e em produção.
A estética e a forma de consumir conteúdos nos streamings também reforçam a necessidade de produções mais dinâmicas, inovadoras e tecnicamente refinadas. Isso envolve uma narrativa que mantenha o público envolvido, como ocorre em séries como “Stranger Things”, que traz elementos visuais e de trama capazes de capturar a atenção em diferentes culturas. Esse novo modelo de produção visual reforça a demanda por profissionais que conheçam essas ferramentas e saibam como aplicá-las de maneira que gere alto impacto, conforme aponta o professor Renato Tavares:
“Com o aumento das plataformas de streaming, temos agora um ambiente onde a inovação não é apenas desejada, mas necessária para capturar o público exigente que consome conteúdos globais e específicos.”
Os streamings não apenas mudaram a forma como consumimos conteúdo, mas abriram um novo capítulo para a comunicação. A Cásper, com o curso de Rádio, TV e Internet, prepara você para os desafios desse mercado. Esteja à frente das novas tendências da comunicação digital conosco!