A segunda mesa do Fórum de Debates Brasil-China: 20 anos de parceria contou com a presença de acadêmicos e empresários. A discussão em torno dos principais problemas dos negócios entre Brasil e China foi mediada pelo jornalista e comentarista de sustentabilidade do Jornal da Gazeta, dr. Ricardo Carvalho.
A discussão teve início com a exposição dos argumentos do chinês Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil China (CCIBC), onde são estabelecidas estratégias comerciais e formas de auxílio bilateral.
“Primeiro você se apaixona por uma brasileira, depois pelo Brasil. Sou brasileiro por opção”, conta Tang. Bem humorado, o presidente da CCIBC frisou o que Brasil e China têm em comum. “A China conseguiu tirar mais de 5 milhões de pessoas da pobreza para participar da vida econômica, parecido com a inserção de diversos brasileiros na economia durante o governo Lula”, diz Tang, “Quando a China vai bem, o Brasil vai bem”.
Já o geógrafo Vladimir Milton Pomar abordou o aspecto cultural das relações entre brasileiros e chineses. “As dificuldades entre Brasil e China têm como base o preconceito do primeiro em relação ao segundo. Se a gente não conseguir superar isso, vai ser difícil construir um vínculo bilateral”, explica Pomar, dando como exemplo a alimentação. “Quem acha que na China só se come escorpião não conhece a variedade gastronômica do país. É questão de informação, só assim a gente combate o preconceito”, completa.
João Pedro Flecha de Lima, vice-presidente sênior da Huawei no Brasil, acredita que o que falta no Brasil é exatamente o que explica o fenômeno China: uma mescla entre educação de altíssima qualidade e meritocracia. “Os chineses são inteligentíssimos e muito bem preparados. Temos que visitar mais a China, conhecer sua cultura, ler, assistir filmes, entender que existem outras coisas além de Estados Unidos e Brasil”, declara Lima.
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